segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Minha oração


EU TENHO A TI, JESUS

Jesus amado,
Meus dias, a partir de hoje, raiarão floridos, porque eu tenho a Ti!...
Não mais as lágrimas, não mais a dor, não mais as queixas, não mais as manhãs cinzentas, porque eu tenho a Ti!
Hoje, eu prometo ser diferente, mais confiante, valente, guerreiro de minha própria causa, destemido, ardente, como Tu mesmo o fostes; assim serei!...
Hoje, para começar, quero olhar para vida sem medo de receber chacotas, críticas, desprezo, ironias, maus tratos e palavras frias, vou olhar a face da hipocrisia sem me abalar, sem sofrer, pois que me importam as decepções da estrada, as pedradas, as desilusões, se eu tenho a Ti?
Junto ao Teu peito nunca mais serei pequeno! Serei grande, forte, arrojado, dono e senhor de mim mesmo, capacitado a me impor com nobreza, a participar, a seguir em frente, a fazer brilhar minha própria luz, a criar, porque eu tenho a Ti!
Se me amam menos, que importância tem? Se o que faço não conta, que importância tem? Importa é que sigo contigo, seguro, e aprendo em teus olhos que o que vale é que Tu me amas e eu tenho a Ti!
Quando chegar a noite, Jesus amado, e ao deitar-me, quero te agradecer, feliz, por ter estado contigo, por ter me resguardado, ter amado, perdoado e ganho assim o meu dia, ao teu lado! Quero adormecer em paz qual criança pequena que nada teme quando em colo amigo, assim serei contigo, hoje e sempre, porque tenho a Ti!

Assim seja!


Acesso em 31/10/2011

domingo, 25 de setembro de 2011

Análise de texto - Língua Falada - Parte II



LÍNGUA FALADA  – “O MODO CAIPIRA DE SER” - Parte 2

Uai sô!
É isso aí. O futuro é "Uai, rilés".
Ou seja: Sem fios e em Minas Gerais.
Uma versão mineira do wireless!
  

Esse tipo de material lingüístico, que explora marcas regionais – nesses exemplos, o dialeto caipira (o modo de falar das pessoas que vivem no interior, no campo) e o mineiro – propicia discussões sobre a diversidade e o preconceito linguístico, e a revisão de uma série  de equívocos, ainda muito presentes na escola, como o de que existe apenas uma forma correta de falar (que se aproxima da escrita padrão), ou o de que a fala de uma região ou de um grupo social é melhor que a de outras/os, por exemplo.

Atividade II

1.    Com base nesses dados, faça uma pequena reflexão da sua fala, com a do colega, vizinho, da sua comunidade ou de outro lugar e região. Depois, faça um pequeno comentário (texto dissertativo) sobre essa reflexão e dê suas impressões acerca desse assunto.



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Análise de Texto - Língua Falada - Parte I


LÍNGUA FALADA – “O MODO CAIPIRA DE SER”
Trabalhando com as diversidades e o preconceito linguístico

Leia e observe:

TEXTO I

Na escola, a professora manda um aluno dizer um verbo qualquer e ele responde: 
- Bicicreta. A professora, então, corrige:
- Não é “bicicreta”, é “bicicleta”. E “bicicleta” não é verbo. Ela tenta com outro aluno:
-  Diga um verbo! Ele arrisca:
- Prástico. A professora, outra vez, faz a correção:
- Não é “prástico”, é “plástico”. E “plástico” não é verbo. A professora faz a sua última tentativa e escolhe um terceiro aluno:
- Fale um verbo qualquer! 
- Hospedar. A professora comemora:
- Muito bem! Agora, forme uma frase com esse verbo.
– Os pedar da bicicreta é de prástico.

Porque o texto ficou engraçado? O que produziu este efeito de humor?
O simples fato de alguém falar diferente – o português não-padrão (com relação à fala culta) soa engraçado –  servindo como motivo de piada.
Podemos observar uma tendência natural da fala: trocar o “l” por “r” nos encontros consonantais – fenômeno (denominado de rotacismo), e o plural apenas no determinante (Os pedar da bicicreta é de prástico) podem tornar um texto bastante engraçado, e são considerados por muitos como coisa de caipira.


Atividade I

1.    Com base nesse texto vamos exercitar os encontros consonantais. Retire de algum texto ou do seu conhecimento prévio 10 (dez) palavras com encontros consonantais, 10 (dez) dígrafos consonantais e 10 (dez) palavras semelhantes aos encontros consonantais de bicicleta e prato por exemplo:


Referências:

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Análise de Texto - Inclassificáveis



 Trabalhando com as diversidades e etnias

INCLASSIFICÁVEIS


que preto, que branco, que índio o quê?
que branco, que índio, que preto o quê?
que índio, que preto, que branco o quê?

que preto branco índio o quê?
branco índio preto o quê?
índio preto branco o quê?

aqui somos mestiços mulatos
cafuzos pardos mamelucos sararás
crilouros guaranisseis e judárabes

orientupis orientupis
ameriquítalos luso nipo caboclos
orientupis orientupis
iberibárbaros indo ciganagôs

somos o que somos
inclassificáveis

não tem um, tem dois,
não tem dois, tem três,
não tem lei, tem leis,
não tem vez, tem vezes,
não tem deus, tem deuses,

não há sol a sós

aqui somos mestiços mulatos
cafuzos pardos tapuias tupinamboclos
americarataís yorubárbaros.

somos o que somos
inclassificáveis

que preto, que branco, que índio o quê?
que branco, que índio, que preto o quê?
que índio, que preto, que branco o quê?

não tem um, tem dois,
não tem dois, tem três,
não tem lei, tem leis,
não tem vez, tem vezes,
não tem deus, tem deuses,
não tem cor, tem cores,

não há sol a sós

egipciganos tupinamboclos
yorubárbaros carataís
caribocarijós orientapuias
mamemulatos tropicaburés
chibarrosados mesticigenados
oxigenados debaixo do sol

                                                   de Arnaldo Antunes


ATIVIDADE

1. Esta música de Arnaldo Antunes contextualiza as etnias, além desse jogo e mistura com as palavras, qual seria a proposta desse autor? Justifique:

2. Porque o título “Inclassificáveis”? Justifique:


sábado, 17 de setembro de 2011

Crônica de uma travessura

O que um filho faz para chamar a atenção?

Hoje meu filho, de dois anos, fez mais uma de suas, entre tantas, “estripulias”. Em uma tentativa, insatisfeita, de chamar a atenção dos pais que conversavam no momento peculiar do café, começou, em suas diversas maneira de se aparecer, a puxar a minha roupa para conversar, olhar para mim, encostar seu rostinho no meu, e nada de uma atenção inerente aos seus anseios, até que por ventura travessa resolveu ir, talvez em um lugar secreto da sua imaginação. E, sem ser percebido, aliás, não seria percebido e nem interrompido do que arquitetava fazer e fez: desconectou o carregador do notebook, o mouse e o fechou. Nas avessas veio caminhando sutilmente, carregando-o entre as mãos, pequeninas e firmes, e entregou-me, com um sorriso de satisfação, no meio das palavras que trocava com o pai. Ufa! Pensei. Entre os obstáculos do quarto, corredor, pequeno degrau, sala e cozinha, ufa! Obrigada meu filho trouxe o notebook para a mamãeee!!!

Ao meu filho Emanuel pela travessura do dia!


domingo, 11 de setembro de 2011

Uma boa leitura acompanhada com um bom café

 

Um cafezinho e uma boa leitura... faz o caminhante caminhar... pensar e relembrar... [...] "relembrar os acontecimentos, subtraí-los às contingências do tempo em uma metáfora" (BENJAMIN, 1994, p.17).
Contextuando a dialética do escritor e do discurso percebo que cada história textual e hipertextual é verdadeiramente o elo interpretativo dos diversos enunciados, o ensejo de uma nova história. Nesta ótica, não é infâmia dizer que o escritor vive uma experiência mágica com as palavras eu seu exercício artístico. E por falar em infâmia vale lembrar que "Dostoievski reconheceu a infâmia como algo de pré-formado, sem dúvida na história do mundo, mas também em nós mesmos, como algo que nos é inculcado, imposto como uma tarefa, exatamente como o burguês idealista supõe ser o caso com relação a virtude. O Deus de Dostoievski não criou apenas o céu e a terra e o homem e o animal, mas também a vingança, a mesquinharia, a crueldade" - Walter Benjamin. Magia e técnica, arte e política - Ensaios sobre literatura e história da cultura - Vale a pena conferir!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Interpretação de textos - para o ensino médio


Olá! Existem sites e blogs que realmente são construtivos e auxiliam bastante aos educadores e educandos. Desta forma, resolvi postar uma atividade interessante que encontrei nessas viagens virtuais. Vale a pena conferir e exercitar, até a próxima!

TEXTO PARA INTERPRETAÇÃO
TOCANDO EM FRENTE

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz,
Quem sabe eu só levo a certeza
De que muito pouco eu sei
Ou nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor para poder pulsar
É preciso paz para poder sorrir
É preciso chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu sou
Estrada eu vou
Todo mundo ama um dia
Todo mundo chora um dia
A gente chega e no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
E cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz
TOCANDO EM FRENTE
(Almir Sater / Renato Teixeira)

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Após ler atentamente o texto, responda às questões:
1. Assinale mais de uma alternativa que esteja de acordo com o texto:
a. (   ) Para o poeta, a vida deve ser levada, tocada como uma boiada, pois não conseguimos entender a imprevisibilidade de ambas.
b. (   ) Só é possível ser feliz nesta jornada, depois de um toque de Deus, o velho boiadeiro, que nos impulsiona pela longa estrada da vida.
c. (   ) Só através do choro individual e de outros é que descobrimos o valor de um sorriso.
d. (   ) Manhãs, maçãs e chuva fazem parte da nossa história, já que não somos donos do nosso destino.
e. (   ) Segundo o poeta, para se viver, é necessário entender o andamento da jornada e continuar vivendo.

2. Marque as afirmativas com V para verdadeiro e F para falso, de acordo com o texto:
a. (   ) Viver é uma aprendizagem, fruto da observação atenta das alegrias e dos sofrimentos pelos quais passamos.
b. (   ) Ser feliz é o destino de todos os seres humanos, independendo das chegadas e das partidas.
c. (   ) A consciência do significado da vida e o dom da capacidade de construirmos a nossa história nos deixa mais fortes, mais felizes.
d. (   ) O poeta tem hoje um sorriso de serenidade porque nunca levou a vida com ligeireza.
e. (   ) Para podermos saborear a vida, precisamos vivenciar a paz e o amor, entre outros fatores que nos mostram que é possível compormos a nossa história com serenidade.

Assinale a única alternativa correta:
3. Há várias comparações no texto que nos leva a concluir que o poeta fala:
a. (   ) da boiada
b. (   ) do boiadeiro
c. (   ) do sabor das frutas
d. (   ) dos dias vividos
e. (   ) do dom da felicidade de cada um de nós
4. Nos versos 5 e 6, o poeta demonstra que se considera um homem:
a. (   ) orgulhoso
b. (   ) sem cultura
c. (   ) experiente
d. (   ) humilde
e. (   ) sem rumo definido.

Responda com suas palavras:
5. Como era a vida do poeta no passado? Comprove sua resposta com versos da poesia.