segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Pré-Modernismo

3º ano - Ensino Médio

A Boba - Obra do pré-modernismo de Anita Malfatti

Introdução

A realização deste trabalho tem como objetivo mostrar os fatos, ocorrências, conseqüências de um dos períodos da nossa Literatura, o Pré-Modernismo.
Tentaremos mostrar claramente, com a melhor das intenções, os fatos e características de tal assunto, e também através da realização deste trabalho, procuraremos tirar o maior proveito para o nosso aprendizado, buscando colher mais informações úteis que sejam satisfatórias para que por meio da pesquisa, nós possamos engrandecer o nosso conhecimento.

Pré-Modernismo

O pré-modernismo deve ser situado nas duas décadas iniciais deste século, até 1922, quando foi realizada a Semana da Arte Moderna. Serviu de ponte para unir os conceitos prevalecentes do Realismo, Naturalismo, Parnasianismo e Simbolismo.
O pré-modernismo não foi uma ação organizada nem um movimento e por isso deve ser encarado como fase.
Não possui um grande número de representantes mas conta com nomes de imenso valor para a literatura brasileira que formaram a base dessa fase.
O pré-modernismo, também conhecido como período sincrético. Os autores embora tivessem cultivado formalismos e estilismos, não deixaram de mostrar inconformismo perante suas próprias consciências dos aspectos políticos e sociais, incorporando seus próprios conceitos que abriram o caminho para o Modernismo.
Essa foi uma fase de uma grande transição que nos deixou grandes jóias como Canaã de Graça Aranha; Os Sertões de Euclides da Cunha; e Urupês de Monteiro Lobato.
O que se convencionou em chamar de Pré-Modernismo, no Brasil, não constitui uma escola literária, ou seja, não temos um grupo de autores afinados em torno de um mesmo ideário, seguindo determinadas características. Na realidade, Pré-Modernismo é um termo genérico que designa toda uma vasta produção literária que caracterizaria os primeiros vinte anos deste século. Aí vamos encontrar as mais variadas tendências e estilos literários, desde os poetas parnasianos e simbolistas, que continuavam a produzir, até os escritores que começavam a desenvolver um novo regionalismo, outros preocupados com uma literatura política e outros, ainda, com propostas realmente inovadoras.
Por apresentarem uma obra significativa para uma nova interpretação de realidade brasileira, bem como pelo valor estilístico, limitaremos o Pré-Modernismo ao estudo de Euclides da Cunha, Lima Barreto, Graça Aranha, Monteiro Lobato e Augusto dos Anjos. Assim, abordaremos o período que se inicia em 1902 com a publicação de dois importantes livros - Os sertões, de Euclides da Cunha e Canaã, de Graça Aranha - e se estende até o ano de 1922, com a realização da Semana da Arte Moderna.

Momento Histórico

Enquanto a Europa se prepara para a Primeira Guerra Mundial, o Brasil começa a viver, a partir de 1894, um novo período de sua história republicana: com a posse do paulista Prudente de Morais, primeiro presidente civil, inicia-se a "República do café-com-leite", dos grandes proprietários rurais, em substituição a "República da Espada" (governos do marechal Deodoro e do marechal Floriano). É a áurea da economia cafeeira no Sudeste; é o movimento de entrada de grandes levas de imigrantes, notadamente os italianos; é o esplendor da Amazônia com o ciclo da borracha; é o surto de urbanização de São Paulo.
Mas toda esta prosperidade vem deixar cada vez mais claros os fortes contrastes da realidade brasileira. É, também, o tempo de agitações sociais. Do abandono do Nordeste partem os primeiros gritos da revolta. Em fins do século XIX, na Bahia, ocorre a Revolta de Canudos, tema de Os sertões, de Euclides da Cunha; nos primeiros anos do século XX, o Ceará é o palco de conflitos, tendo como figura central o padre Cícero, o famoso "Padim Ciço"; em todo o sertão vive-se o tempo do cangaço, com a figura lendária de Lampião.
O Rio de Janeiro assiste, em 1904, a uma rápida mais intensa revolta popular, sob o pretexto aparente de lutar contra a vacinação obrigatória idealizada por Oswaldo Cruz; na realidade, tratava-se de uma revolta contra o alto custo de vida, o desemprego e os rumos da República. Em 1910, há outra importante rebelião, desta vez dos marinheiros liderados por João Cândido, o "almirante negro", contra o castigo corporal, conhecida como a "Revolta de Chibata". Ao mesmo tempo, em São Paulo, as classes trabalhadoras sob a orientação anarquista, iniciam os movimentos grevistas por melhores condições de trabalho.
Essas agitações são sintomas de crise na "República do café-com-leite", que se tornaria mais evidente na década de 1920, servindo de cenário ideal para os questionamentos da Semana da Arte Moderna.
Pontos de conflito no Brasil pré-modernista.
Resumindo: Para os autores, o momento histórico brasileiro interferiu na produção literária, marcando a transição dos valores éticos do século XIX para uma nova realidade que se desenhava, essencialmente pautado por uma série de conflitos como o fanatismo religioso do Padre Cícero e de Antônio Conselheiro e o cangaço, no Nordeste, as revoltas da Vacina e da Chibata, no Rio de Janeiro, as greves operárias em São Paulo e a Guerra do Contestado (na fronteira entre Paraná eSanta Catarina); além disso a política seguia marcadamente dirigida pela oligarquia rural, o nascimento da burguesia urbana, a industrialização, segregação dos negros pós-abolição, o surgimento do proletariado e: finalmente, a imigração europeia. [5]
Além desses fatos somam-se as lutas políticas constantes pelo coronelismo, e disputas provincianas como as existentes no Rio Grande do Sul entre maragatos e republicanos.[6]

Características

Apesar de o Pré-Modernismo não constituir uma escola literária, apresentando individualidades muito fortes, com estilos às vezes antagônicas - como é o caso, por exemplo, de Euclides da Cunha e Lima Barreto -, podemos perceber alguns pontos em comum entre as principais obras pré-modernistas.
Apesar de alguns conservadorismos, são obras inovadoras, apresentando uma ruptura com o passado, com o academismo; a linguagem de Augusto dos Anjos, ponteadas de palavras "não poéticas" como cuspe, vômito, escarro, vermes, era uma afronta à poesia parnasiana ainda em vigor; a denúncia da realidade brasileira, negando o Brasil literário herdado de Romantismo e Parnasianismo; o Brasil não oficial do sertão nordestino, dos caboclos interioranos, dos subúrbios, é o grande tema do Pré-Modernismo;
  • o regionalismo, montando-se um vasto painel brasileiro: o Norte e Nordeste com Euclides da Cunha; o Vale do Paraíba e o interior paulista com Monteiro Lobato; o Espírito do Santo com Graça Aranha; o subúrbio carioca com Lima Barreto;
  • os tipos humanos marginalizados: o sertanejo nordestino, o caipira, os funcionários públicos, os mulatos;
  • uma ligação com fatos políticos, econômicos e sociais contemporâneos, diminuindo a distância entre a realidade e a ficção.
  • Resumindo:
    A) ruptura com o passado - por meio de linguagem chocante, com vocabulário que exprime a “frialdade inorgânica da terra”.
    B) inconformismo diante da realidade brasileira - mediante um temário diferente daquele usado pelo romantismo e pelo parnasianismo : caboclo, subúrbio, miséria, etc..
    C) interesse pelos usos e costumes do interior - regionalismo, com registro da fala rural.
    D) destaque à psicologia do brasileiro - retratando sua preguiça, por exemplo nas mais diferentes regiões do Brasil.
    E) acentuado nacionalismo - exemplo Policarpo Quaresma.
    F) preferência por assuntos históricos.
    G) descrição e caracterização de personagens típicos - com o intuito de retratar a realidade política, e econômica e social de nossa terra.
    H) preferência pelo contraste físico, social e moral.
    I) sincretismo estético - Neo-Realismo, Neoparnasianismo, Neo-Simbolismo.
    J) emprego de uma linguagem mais simples e coloquial - com o objetivo de combater o rebuscamento e o pedantismo de alguns literatos. 

Quanto à prosa, podemos distinguir três tipos de obras:

1- Obras de ambiência rural e regional - que tem por temática a paisagem e o homem do interior.
2- Obras de ambiência urbana e social - retratando a realidade das nossas cidades.
3- Obras de ambiência indefinida - cujos autores produzem uma literatura desligada da realidade sócio-econômica  brasileira. 
 Ref .Maria José Dantas Laranjeira
Sonia Yamamoto

Outras manifestações artísticas

A música assistiu, desde o lançamento da primeira gravação feita no país por Xisto Bahia, a uma penetração nas camadas mais elevadas de manifestações até então restritos às camadas mais populares – ritmos tais como o maxixe, toada, modinha e serenata. É o tempo em que a capital do país, então o Rio de Janeiro, assiste ao crescimento do carnaval, ao sucesso de compositores como Chiquinha Gonzaga e o nascimento do samba em sua versão recente. [5]
Na música erudita, o nome representativo foi o de Alberto Nepomuceno, de composições de “intenção nacionalista”. [5]
Na pintura, tendo como principal foco a Escola Nacional de Belas-Artes, no Rio de Janeiro, vigorava o academicismo, passando despercebida a exposição feita em 1913 pelo lituano Lasar Segall. Apenas em 1917 uma forte reação à exposição de Anita Malfatti expõe o confronto que redundaria na Semana de Arte Moderna de 1922. [5] (vide, mais abaixo, texto de Monteiro Lobato sobre essa exposição).

 Ambiente literário e outras informações

Para além dos fatos circundantes, registra-se que ainda estão ativos autores parnasianos, como Olavo Bilac, Raimundo Correia e Francisca Júlia, e neo-parnasianos como Martins Fontes e Goulart de Andrade, dominando o cenário da Academia Brasileira de Letras. Além deles, longe da Academia, simbolistas como Emiliano Perneta e Pereira da Silva, convivem com os escritores pré-modernistas.[7]

Caracterização

Embora vários autores sejam classificados como pré-modernistas, este não se constituiu num estilo ou escola literária, dado a forte individualidade de suas obras[3], mas essencialmente eram marcados por duas características comuns:
1.      conservadorismo - traziam na sua estética os valores naturalistas;
2.      renovação - demonstravam íntima relação com a realidade brasileira e as tensões vividas pela sociedade do período[5]
Embora tenham rompido com a temática dos períodos anteriores, esses autores não avançaram o bastante para ser considerados modernos[3] - notando-se, até, alguns casos, resistência às novas estéticas.[5]

Excerto

Num artigo publicado em 1917, Monteiro Lobato reagiu assim à exposição de Anita Malfatti, no jornal O Estado de São Paulo:
"Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem normalmente as coisas e em consequência fazem arte pura. (...) A outra espécie é formada dos que vêem anormalmente a natureza e a interpretam à luz das teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. São produtos do cansaço e do sadismo de todos os períodos da decadência(...)"[5]

Autores e suas obras

Os principais pré-modernistas foram:
§     Euclides da Cunha, com Os Sertões, onde aborda de forma jornalística a Guerra de Canudos; a obra, dividida em três partes (A Terra, O Homem e A Luta), procura retratar um dos maiores conflitos do Brasil.[5] O sertão baiano e pernambucano onde se deram as lutas, era um ambiente praticamente desconhecido dos grandes centros, e as lutas marcaram a vida nacional: o termo favela, que tornou-se comum depois, designava um arbusto típico da caatinga, e dava nome a um morro em Canudos[8].
§     Graça Aranha, com Canaã, retrata a imigração alemã para o Brasil.Nesse livro tinha o constante conflito entre dois imigrantes Milkau e Lentz que discutiam se o dinheiro era mais importante do que o amor.[5]
§     Lima Barreto, que faz uma crítica da sociedade urbana da época, com Triste Fim de Policarpo Quaresma e Recordações do Escrivão Isaías Caminha;[5] e O Homem Que Sabia Javanês
§     Monteiro Lobato, com Urupês e Cidades Mortas, retrata o homem simples do campo numa região de decadência econômica;[5] Ele também foi um dos primeiros autores de literatura infantil, desse modo, transmitindo ao público infantil valores morais, conhecimentos do Brasil, tradições, nossa língua. Destáca-se no gênero conto. E foi, também, um dos escritores brasileiros de maiores prestígios.
§     Valdomiro Silveira, com Os Caboclos, e Simões Lopes Neto, com Lendas do Sul e Contos Gauchescos, precursores do regionalismo, retratam a realidade do sul brasileiro.[5]
§     Augusto dos Anjos que, segundo alguns autores, trazia elementos pré-modernos.[3], embora no aspecto linguístico tenda para orealismo-naturalismo, em seus Eu e Outras Poesias[7]
§     Outros autores:
§                 Figuram como escritores desse período, embora guardem no estilo mais elementos das escolas precedentes, autores como Afonso Arinos, Alcides Maya e Coelho Neto[9]. Este último, ao lado de Afrânio Peixoto, tendia a uma visão da literatura como simples ornato social e cultural. Raul de Leoni pode ser, também, tido como pré-modernista, mas o seu Luz Mediterrânea tende ao Simbolismo.[7]

Bibliografia

§     BOSI, Alfredo. A Literatura Brasileira: vol. V - O Pré-Modernismo, 4ª ed., São Paulo: Cultrix, 1973.

Referências

1.        ↑ MATTOS, Geraldo, Teoria e Prática de Língua e Literatura, vol. 3, FTD, São Paulo, s/d
2.        ↑ E-Dicionário de literatura, página pesquisada em 4 de abril de 2008
3.        ↑ a b c d Análise, sítio pesquisado em 21 de março de 2008.
4.        ↑ COELHO, Joaquim Francisco. Manuel Bandeira pré-modernista, Instituto Nacional do Livro, 1982
5.        ↑ a b c d e f g h i j k l FARACO, Carlos e MOURA, Francisco. Língua e Literatura, volume 3, Ática, São Paulo, 2ª ed., 1983
6.        ↑ Literatura, Terra, Pré-modernismo - origens. Página consultada em 5 de abril de 2008
7.        ↑ a b c ESCHER, xota no pau véio esta foi uma obra no qual marcou o pré-modernismo porem ser muito pornográfica , Língua e Literatura, vol. 3, Ática, São Paulo, 1979
8.        ↑ CUNHA, Euclides da. Os Sertões
9.        ↑ Literatura, Terra, Pré-modernismo - outros autores. Página pesquisada em 5 de abril de 2008.


domingo, 27 de fevereiro de 2011

Orações Subordinadas Substantivas

Oração subordinada

 3º ano - Ensino Médio
Oração subordinada é a que exerce uma função sintática em relação a uma outra oração, chamada oração principal e que pede complemento.
Exemplo:
Aguardo que você chegue.
Temos aí duas orações: "Aguardo" e "que você chegue". A oração "que você chegue" está completando o sentido do verbo transitivo direto "aguardo", portanto, esta oração exerce função sintática do objeto direto.
Dependendo da função sintática que exercem, as orações subordinadas podem ser classificadas em: Substantivas, Adjetivas ou Adverbiais.
Nesse primeiro momento vamos estudar as "Orações Subordinadas Substantiva".
Orações subordinadas substantivas
São aquelas que exercem sentido dentro dos substantivos (sujeito, objeto direto, objeto indireto, aposto, complemento nominal e predicativo), iniciam por conjunções integrantes (que e se). Na oração subordinada substantiva a oração subordinada pode ser:
§                     Subjetiva (O.S.S.S.): exercem função de sujeito do verbo da oração principal. É provável que ele chegue ainda hoje. (O que é provável?);Pode ser também quando a oração principal começa com verbo de ligação.
§                     Objetiva Direta (O.S.S.O.D.): exercem função de objeto direto (não possui preposição). Desejo que todos venham. (Quem deseja, deseja algo, alguma coisa);
§                     Objetiva Indireta (O.S.S.O.I.): exercem função de objeto indireto (possui preposição obrigatória, que vem depois de um VERBO). Necessitamos de que todos nos ajudem; (Quem necessita,necessita DE algo, DE alguma coisa ou DE alguém)
§                     Predicativas (O.S.S.P.): exercem função de predicativo. Meu desejo era [verbo de ligação] que me dessem uma camisa; Pode ser também quando a oração principal termina com verbo de ligação.
§                     Completivas Nominais (O.S.S.C.N.): exercem função de complemento nominal de um nome da oração principal. Tenho esperança de que ela ainda volte;
§                     Apositivas (O.S.S.A.): nem todas as apositivas têm dois pontos (:)ou ponto e virgula (;) no meio da oração mas exercem função de aposto do mesmo jeito. Desejo-te uma coisa: que sejas muito feliz.
Ou seja, todas as orações subordinadas substantivas podem ser trocadas por isso, disso ou nisso. Veja os exemplos:
Precisamos de que venha para a aula. = Precisamos disso. (Disso: completiva nominal ou objetiva indireta)
Quero que venha para a guerra. = Quero isso. (Isso: subjetiva, objetiva direta, predicativa)
Fiquei pensando que valia a pena. = Fiquei pensando nisso. (Nisso: completiva nominal ou objetiva indireta).

Orações Subordinadas Substantivas

1º: Subjetivas - É preciso que o grupo melhore.(É preciso:oração principal);(Que o grupo melhore:O.S.S.SUBJETIVA).
2º: Objetivas Diretas - A menina quis que eu comprasse sorvete.(A menina quis:oração principal);(Que eu comprasse sorvete:O.S.S.OBJETO DIRETA).
3º: Predicativa - A verdade é que você não virá.(A verdade é:oração principal);(Que você não virá:O.S.S.PREDICATIVA).
4º: Objetiva Indireta - A mulher precisa de que alguém a ajude.(A mulher precisa:oração principal);(De que alguém a ajude:O.S.S.OBJETO)
5º: Completiva Nominal - Tenho vontade de que aconteça algo inesperado.(Tenho vontade:oração principal);(De que aconteça algo inesperado:O.S.S.COMPLETIVA NOMINAL).
6º: Apositiva - Toda a família tem o mesmo objetivo:que eu passe no vestibular.(Toda a família tem o mesmo objetivo:oração principal);(Que eu passe no vestibular:O.S.S.APOSITIVA).

Bibliografia

§     Bechara, Evanildo. Moderna gramática portuguesa; São Paulo. Editora Lucerna; 2001. 37ª edição.
§     Cunha, Celso. Cintra, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo; São Paulo. Editora Nova Fronteira; 2009. 2ª edição, 31ª reimpressão.
§     Rosenthal, Marcelo. Gramática para concursos; São Paulo. Ediora Campus; 3ª edição ISBN:9788535234251

                Acesso: 27/02/2011. http://pt.wikipedia.org/wiki/Ora%C3%A7%C3%A3o_subordinada

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O que é literatura?



1º ano e revisão para o 2º ano e 3º ano do Ensino Médio

O que é literatura?

A palavra serve para comunicar e interagir. E também para criar literatura, isto é, criar arte, provocar emoções, produzir efeitos estéticos. Estudar literatura implica apropriar-se de alguns dos conceitos básicos dessa arte, mas também deixar o espírito leve e solto, pronto para saltos, vôos e decolagens.

A Literatura é uma das formas de expressão artística do ser humano, juntamente com a música, a pintura, a dança, a escultura, o teatro, etc. Assim como o material da escultura são as formas e os volumes e o da pintura são as formas e as cores, o material básico da literatura é a palavra. Literatura é a arte da palavra.

Como parte integrante da cultura, a literatura já passou por diferentes formas de expressão, de acordo com o momento histórico e com a situação de produção. Na Grécia antiga e na Idade Média, por exemplo, sua transmissão ocorria basicamente de forma oral, já pouquíssimas pessoas eram para serem lidos silenciosamente pelos leitores. Contudo, além do registro escrito da literatura, publicada em livros e revistas, há outros suportes que levam o texto literário até o público, como o CD, o audiolivro, a internet e inúmeras adaptações feitas para o cinema e TV.

O que é literatura? Não existe uma definição única e unânime para literatura. Há quem prefira dizer o que ela não é. De qualquer modo, para efeito de reflexão, é possível destacar alguns dos aspectos que envolvem o texto literário do ponto de vista da linguagem e do seu papel social e cultural.

As funções hedonística e catártica da literatura

Para os gregos, a arte tinha também outras duas funções: a hedonística e a catártica. De acordo com a concepção hedônica (hedon=prazer), a arte devia proporcionar prazer, retratando o belo. E, para eles, o belo na arte consistia na semelhança entre a obra de arte e a verdade ou a natureza.

A concepção catártica advém do papel que as tragédias desempenhavam no mundo grego. Aristóteles, o primeiro teórico a conceituar a tragédia, define esse tipo de texto a partir de dois conceitos: a mimese, ou imitação da palavra e do gesto, que para ser eficaz, deve despertar no público os sentimentos de terror e piedade; e a catarse, efeito moral e purificador que proporciona o alívio desses sentimentos. Com finais que normalmente culminam em envenenamento, assassinatos e suicídio, as tragédias aliviavam as tensões e conflitos do mundo grego.

Modernamente, esses conceitos desapareceram, mas a arte ainda cumpre o papel de proporcionar prazer e de aliviar as tensões da alma humana. Ou, na concepção do teórico russo Chklovski, o papel de provocar um estranhamento em face da realidade, como se nos desautomatizássemos e passássemos a ver o mundo com outros olhos.

Literatura: comunicação, interlocução, recriação

Literatura é linguagem e, como tal, cumpre juntamente com outras artes, um papel comunicativo na sociedade, podendo tanto influenciar o público quanto ser influenciada por ele.
O leitor de um texto literário ou o contemplador da obra de arte não é um ser passivo que apenas recebe a comunicação, conforme lembra o pensador russo Mikahil Bakthin. Mesmo situado em um tempo histórico diferente do tempo de produção da obra, ele também a recria e atualiza os seus sentidos com base em suas vivências pessoais e nas referências artísticas e culturais do seu tempo. Por outro lado, no momento em que está criando a obra, o artista já é influenciado pelo perfil do público que tem em mente. Isso se reflete nos temas, nos valores e no tipo de linguagem que escolhe.

Leitura 1

Grito negro

Eu sou carvão!
E tu arrancas-me brutalmente do chão
e fazes-me tua mina, patrão.

Eu sou carvão!
e tu acendes-me, patrão
Para te servir eternamente como força motriz
mas eternamente não, patrão.
Eu sou carvão
e tenho que arder, sim
e queimar tudo com a força da minha combustão.
Eu sou carvão
tenho que arder na exploração
arder até às cinzas da maldição
arder vivo como alcatrão, meu irmão
até não ser mais a tua mina, patrão.
Eu sou carvão
Tenho que arder
Queimar tudo com o fogo da minha combustão.
Sim!
Eu serei o teu carvão, patrão!

(in: Mário de Andrade, org. Antologia temática de poesia africana.
 3.ed. Lisboa: Instituto Cabo-verdeano do livro, 1980.v.1.p.180)


Eu lírico: a voz do poema

       Chamamos de eu lírico, eu poético ou simplesmente  sujeito à pessoa que fala no poema.
        Nem sempre a voz do eu lírico corresponde à do escritor.

        Em várias canções de Chico Buarque, por exemplo, o eu lírico é feminino.
                                                                       


Veja um trecho da canção “Ana de Amsterdam”:

Eu cruzei um oceano
        
 Na esperança de casar
                                                                              Fiz mil bocas pra Solano

    Fui beijada por Gaspar


  1. O texto lido é um poema, um dos vários gêneros literários. Nos poemas, é comum o eu lírico expor seus sentimentos e pensamentos.
a)      Qual é o tema do poema lido?
b)      O que predomina nesse poema: aspectos individuais ou  sociais?

  1. Os poemas geralmente utilizam uma linguagem plurissignificativa, isto é, uma linguagem figurada, em que as palavras apresentam mais de um sentido. O eu lírico do poema lido, por exemplo, chama a si mesmo de carvão. Que sentidos têm as palavras carvão e mina no contexto?
  2. Para o patrão, o eu lírico é carvão, pois é a força motriz do trabalho e da produção. O eu lírico aceita sua condição de “carvão”, mas com um sentido diferente do que tem para o patrão. Releia os versos finais do poema e interprete o último verso.
                   Eu sou carvão
                    Tenho que arder
                    Queimar tudo com o fogo da minha combustão.
                    Sim! Eu serei o teu carvão, patrão!


Espero que esta leitura tenha sido proveitosa para os primeiros estudos em literatura. Na próxima iremos conhecer os estilos de época e como estudar literatura.
Abraços!

Fonte: CEREJA, William Roberto. THEREZA, Cochar Magalhães. Literatura brasileira: em diálogo com outras literaturas e outras linguagens. 4.ed. reform. São Paulo. Atual. 2009.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Literatura-1º Trimestre-Parte 1 -1º ano do Ensino Médio

Texto complementar para os alunos do 1º ano 
e revisão para os alunos do 2º ano e do 3º ano - Ensino Médio.

Literatura – Introdução

 

Texto Literário

A estética é uma das funções mais significativas do texto literário. Nele, o que se verifica não é sua semelhança com o real, mas a interpretação que dele se faz. William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê". Rubem Alves pontua esse conceito, nos introduzindo ao âmago da construção de obras literárias, quando diz que a percepção ocular é distinta nos seres. "Ver é muito complicado. (...) Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo", exemplifica o poeta em um artigo.
A plurissignificação é característica básica, que se relaciona com a estética. Ora, se um texto não foi escrito em sua função utilitária (preocupada em informar), abre-se a possibilidade de múltiplas interpretações e pode provocar os mais diversos sentimentos no leitor, em uma subjetividade que ratifica a definição de Pound, acima transcrita.
Outra característica intrínseca à Literatura é a documentação do imaginário, da ficcionalidade, ou seja, a simulação, o fingimento, a fantasia.

Gêneros Literários

Os gêneros literários designam a maneira pela qual os conteúdos literários se organizam em uma forma, por apresentarem estruturas semelhantes. A primeira divisão desses gêneros ocorreu na Grécia Antiga, feita por Aristóteles, que identificou três gêneros: lírico, dramático e épico.

Gênero lírico - é um certo tipo de texto no qual o eu lírico exprime suas emoções, idéias e impressões do mundo exterior. Normalmente é escrito em 1ª pessoa.

Gênero épico - há a presença de um narrador, que quase sempre conta uma história que envolve terceiros.

Gênero dramático - trata-se do texto escrito para ser encenado.


Historiografia Literária

Durante o Ensino Médio, além da habilidade interpretativa, o estudo literário baseia-se na comparação entre a produção e o contexto histórico, social e cultural no qual tal obra foi escrita.
Percebe-se, a partir desse estudo, que perdurará no mínimo até o final do 3º ano Médio, um movimento pendular da visão de mundo dos escritores. É a visão apolínea e a visão dionisíaca. A primeira enfatiza uma postura objetiva, racional em relação à vida. A segunda, trata de uma ótica mais subjetiva, emocional, idealista.

Estilos de época

Estilo de época é a denominação dada ao conjunto de traços e normas que orientam e caracterizam a produção artística de um determinado momento histórico.
A identificação de diferentes estilos de época orienta melhor o estudo das produções artísticas poiss a cada estilo de época corresponde uma escola literária, ou seja, um conjunto de características formais e de seleção de conteúdo evidente na obra de escritores e poetas que viveram em um mesmo momento.

 

 

Origens da Literatura

O estudo sobre as origens da literatura brasileira deve ser feito levando-se em conta duas vertentes: a histórica e a estética. O ponto de vista histórico orienta no sentido de que a literatura brasileira é uma expressão de cultura gerada no seio da literatura portuguesa. 
Como até bem pouco tempo eram muito pequenas as diferenças entre a literatura dos dois países, os historiadores acabaram enaltecendo o processo da formação literária brasileira, a partir de uma multiplicidade de coincidências formais e temáticas.


A outra vertente (aquela que salienta a estética como pressuposto para a análise literária brasileira) ressalta as divergências que desde o primeiro instante se acumularam no comportamento (como nativo e colonizado) do homem americano, influindo na composição da obra literária. 

Em outras palavras, considerando que a situação do colono tinha de resultar numa nova concepção da vida e das relações humanas, com uma visão própria da realidade, a corrente estética valoriza o esforço pelo desenvolvimento das formas literárias no Brasil, em busca de uma expressão própria, tanto quanto possível original.


Em resumo:
 estabelecer a autonomia literária é descobrir os momentos em que as formas e artifícios literários se prestam a fixar a nova visão estética da nova realidade. 


Assim, a literatura, ao invés de períodos cronológicos, deverá ser dividida, desde o seu nascedouro, de acordo com os estilos correspondentes às suas diversas fases, do Quinhentismo ao Modernismo, até a fase da contemporaneidade.


Duas eras
 - A literatura brasileira tem sua história dividida em duas grandes eras, que acompanham a evolução política e econômica do país: a Era Colonial e a Era Nacional, separadas por um período de transição, que corresponde à emancipação política do Brasil. As eras apresentam subdivisões chamadas escolas literárias ou estilos de época.


A Era Colonial abrange o Quinhentismo (de 1500, ano do descobrimento, a 1601), o Seiscentismo ou Barroco (de 1601 a 1768), o Setecentismo (de 1768 a 1808) e o período de Transição (de 1808 a 1836). 
A Era Nacional, por sua vez, envolve o Romantismo (de 1836 a 1881), o Realismo (de 1881 a 1893), o Simbolismo (de 1893 a 1922) e o Modernismo (de 1922 a 1945). A partir daí, o que está em estudo é a comtemporaneidade da literatura brasileira.

 


 RESUMO :
OS ESTILOS DE ÉPOCA 
Podemos fazer a seguinte evolução, que procura englobar todos os movimentos desde os tempos dos gregos e romanos. Daremos, sempre, uma sintética visão de cada um dos Estilos. 


1 Classicismo greco-romano: Visão pagã do homem, apresentado como um ser perfeito, quase um super-herói. Busca da expressão perfeita. Culto da objetivamente. Antropocentrismo, isto é, o homem no centro dos interesses e objetivos (da arte). 


2 Medievalismo: Visão cristã. A terra é passagem para o céu, que é a verdadeira preocupação do homem. Este é um ser imperfeito quanto ao corpo, que é necessário purificar. Religiosidade e subjetivismo. Teocentrismo (Deus passa a ser o centro de tudo), 

3 Classicismo e Renascimento: Negação dos princípios medievais e valorização da estética greco-romana. Super-homens, símbolos do predomínio da terra e do corpo sobre o céu e alma. Culto da perfeição, da objetividade. 

4 Barroquismo: Tentativa de combater a volta ao espírito pagão, dominante no Renascimento. Procura a fusão céu + terra, espírito + matéria, alma + corpo. Esta fusão impossível cria angústia, contradições, aparência de confusão e imperfeição. É o estilo da Contra-Reforma. 

5 Arcadismo, Neoclassicismo: Busca a calma e a simplicidade, perdidas durante o Barroco. Procura-se o ideal da vida no contato com a terra, o campo (Arcadismo) ou no culto das ciências e na volta ao Classicismo (Iluminismo e Neoclassicismo). 

6 Romantismo: É o estilo da revolução Francesa, que, por si mesma, é o símbolo do ideal nacionalista, popular e da negação do passado clássico elitizante. É o culto do amor, do mistério, do exótico, do passado medieval como berço da nacionalidade. É a fuga do meio social, através da “viagem” ao próprio Eu, ao passado, à natureza. É o estilo da liberdade. 

7 Realismo, Parnasianismo, Naturalismo: Negação da fuga romântica, valorizando-se o real, o contemporâneo. Negação do sonho, do subjetivismo e culto do retrato fidedigno, do relato da “vida como ela é” (Realismo) ou, mesmo, do enfoque de tipos e fatos os mais torpes e podres (Naturalismo). Ideal da perfeição e da objetividade. Na poesia, o Parnasianismo. É o estilo do materialismo, do cientificismo ateu, do evolucionismo de Darwin. 
Temas sociais e atividades de trabalho aparecem, constantemente, nas obras da Época Realista. 

8 Simbolismo: O homem, saturado do real-material, procura, no sonho, a perfeição. Culto do inconsciente, do Exótico, do Indizível. 

9 Modernismo: Tentativa de renovação total através do combate violento de quase todo o passado. Busca da nova maneira de expressar o que jamais foi enfocado. Diversas e contraditórias correntes, algumas com o propósito implícito de escandalizar o burguês. Pesquisa de novas expressões e de expressão de novas “realidades”, muitas até então inexploradas. É uma libertação maior ainda que a romântica 


VAMOS DE NOVO LEMBRAR!!! 

As eras literárias brasileiras
A literatura brasileira tem sua história dividida em 2 grandes eras: que acompanham a evolução política e econômica do país: a Era Colonial e a Era Nacional, separadas por um período de transição, que corresponde à emancipação política do Brasil. As eras apresentam subdivisões chamadas de escolas literárias ou estilos de época. Dessa forma, temos:

Era Colonial: de 1500 a 1808

- Quinhetismo, de 1500 a 1601: conjunto de textos sobre o Brasil, que evidenciam a condição brasileira de terra nova a ser conquistada.
- Seiscentismo ou Barroco, longo período que se estende de 1601 a 1768.
- Setecentismo ou Arcadismo, de 1768 a 1808, constitui no que poderíamos chamar, verdadeiramente, o primeiro momento de uma literatura sistematizada produzida no Brasil.

Período de transição: de 1808 a 1836

A turbulência dos acontecimentos políticos dominou a cena a ponto de não encontrarmos, nesse período, uma única obra literária significativa.

Era Nacional: de 1836 até nossos dias
- Romantismo, de 1836 a 1881, é a 1ª escola literária com traços genuinamente nacionais.
- Realismo, de 1881 a 1893, o que denominamos aqui escola realista constitui um amplo movimento literário que envolve três tendências distintas: romance realista, romance naturalista e poesia parnasiana.
- Simbolismo, de 1893 a 1922
- Modernismo, de 1922 até nossos dias atuais, representa o grande divisor de águas da literatura brasileira, estabelecendo os limites entre o velho e o novo, entre o ultrapassado Brasil rural e o moderno país industrial e urbano. 

 



Fonte: disponível em: 20/02/2011. http://www.vestibular1.com.br e

                                                        http://www.resumosdeliteratura.blogspot.com


BONS ESTUDOS!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Análise e Interpretação de textos - 1ª Semana

Sejam bem vindos!

Caros alunos do "Ensino Médio",

Nesse blog teremos alguns encontros referentes às nossas aulas de "Língua Portuguesa e Literatura".

Iremos trabalhar com: resumo de algumas aulas, revisão dos principais conteúdos, atividades, pesquisa e trabalhos.

Nesse blog vocês irão encontrar vários links interessantes a educação e outros blogs relacionados à “Língua Portuguesa” e "Literatura".

Para começar vamos ler os dez mandamentos para uma boa análise de texto, conhecer as diferenças de compreender e interpretar e em seguida um exercício sobre as particularidades da linguagem escrita e falada:

Atividade para “todas as turmas do ensino médio”.

Dez mandamentos para análise de textos



1 – Ler duas vezes o texto. A primeira para tomar contato com o assunto; a segunda para observar como o texto está articulado; desenvolvido. 
2 – Observar que um parágrafo em relação ao outro pode indicar uma continuação ou uma conclusão ou, ainda, uma falsa oposição. 
3 – Sublinhar, em cada parágrafo, a idéia mais importante (tópico frasal). 
4 – Ler com muito cuidado os enunciados das questões para entender direito a intenção do que foi pedido. 
5 – Sublinhar palavras como: erro, incorreto, correto, etc., para não se confundir no momento de responder à questão. 
6 – Escrever, ao lado de cada parágrafo, ou de cada estrofe, a idéia mais importante contida neles. 
7 – Não levar em consideração o que o autor quis dizer, mas sim o que ele disse; escreveu. 
8 – Se o enunciado mencionar tema ou idéia principal, deve-se examinar com atenção a introdução e/ou a conclusão. 
9 – Se o enunciado mencionar argumentação, deve preocupar-se com o desenvolvimento. 
10 – Tomar cuidado com os vocábulos relatores (os que remetem a outros vocábulos do texto: pronomes relativos, pronomes pessoais, pronomes demonstrativos, etc.) 

Fonte: Tudo sobre Concursos


Compreensão (ou intelecção) e interpretação de texto 

Compreensão ou intelecção de texto – consiste em analisar o que realmente está escrito, ou seja, coletar dados do texto. O enunciado normalmente assim se apresenta: 

As considerações do autor se voltam para... 
Segundo o texto, está correta... 
De acordo com o texto, está incorreta... 
Tendo em vista o texto, é incorreto... 
O autor sugere ainda... 
De acordo com o texto, é certo... 
O autor afirma que... 
Na opinião do autor do texto...

Interpretação de texto – consiste em saber o que se infere (conclui) do que está escrito. O enunciado normalmente é encontrado da seguinte maneira:

O texto possibilita o entendimento de que... 
Com apoio no texto, infere-se que... 
O texto encaminha o leitor para...
Pretende o texto mostrar que o leitor... 
O texto possibilita deduzir-se que...
** Entenda:  Enquanto a Compreensão ou intelecção de texto trabalha com as frases e ideias escritas no texto, ou seja, aspectos visíveis, a interpretação de textos trabalha com a subjetividade, com o SEU entendimento do texto. Então, não erre mais ao responder aos enunciados, ok?



Exercício sobre linguagem coloquial

Vamos começar com um exercício sobre as particularidades da linguagem escrita e da linguagem falada.
* Gabarito no blog após atividade concluída na sala de aula.
Texto para questões de 1 a 3:
Pai não entende nada
- Um biquini novo?
- É,pai.
- Você comprou um no ano passado!
- Não serve mais, pai. Eu cresci.
- Como não serve? No ano passado você tinha 14 anos, este ano tem 15. Não cresceu tanto assim.
- Não serve, pai.
- Está bem, está bem. Toma o dinheiro. Compra um biquini maior.
- Maior não, pai. Menor.
Aquele pai, também, não entendia nada.
VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias da vida privada: 101 crônicas escolhidas. Porto Alegre: L&PM, 1995. p. 255.

1. Explique resumidamente quais informações extratextuais um leitor precisa dominar para poder entender esse breve diálogo.
2. Existe uma intenção do autor em reproduzir o diálogo com a espontaneidade da fala. Que características da fala são transmitidas à escrita nessa crônica?
3. O título da crônica já previne o leitor para certa dificuldade de entendimento entre pais e filhos. Todavia, o leitor vai construindo o sentido do texto baseado num argumento da filha, que o pai não consegue rebater.
a)  Que palavra vem quebrar totalmente a expectativa do leitor?
b)  O que essa quebra de expectativa provoca no texto? Explique.
c)  Seria correto afirmar que o autor usou intencionalmente os mecanismos de seleção e combinação ao escolher essa palavra?


* Todas as atividades e exercícios terão seus gabaritos divulgados após correção na sala de aula. 
* Nas atividades extras os gabaritos serão incluídos.