sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Atividade com Stykz



    A proposta deste trabalho consistiu em desenvolver uma animação com a temática: "Cuidados com o meio ambiente". 
    O projeto construtivo não foi tão pequeno quanto ao seu resultado. 
    Sua construção foi minuciosa, detalhista e com um fechamento satisfatório e peculiar ao objetivo da proposta inicial.

Abraços

Profª Maria Aparecida

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Atividade com Scribus

SCRIBUS

O “Scribus” é um excelente programa livre para a produção de revistas, propagandas, jornais, enfim, qualquer documento que necessita de uma bela apresentação de texto e imagens. Além disso, ele também pode ser usado para a geração de PDFs inteligentes, com formulários e até mesmo javascript.


As “imagens” desta atividade e da proposta desenvolvida no “Scribus” se perderam, acredito que a linguagem de programação da época da postagem não acompanhou este blog.



Atividade com Writer







O "folder" (elaborado no writer) refere-se a um trabalho desenvolvido com as turmas do ensino fundamental / 2012 - UMEF Prof. Luiz Malizeck - Vila Velha - ES.

Obs.: Devido ao tempo corrida da postagem, o referido folder ficou sem hospedagem.

Atividade com EdiLIM


Caça Palavras e Jogo da Memória

Infelizmente não deu tempo de hospedar este jogo... Mas, com calma... em outro momento... irei providenciar...

Abaixo segue o vídeo (desculpe o barulho, mas faz parte do dia a dia de um escola...) ;=)

Abs,

Maria Aparecida







quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Atividade com Impress



Atividade proposta: elaborar uma apresentação (slides) no "Impress" com a temática "Turismo em Vila Velha". Poderia ter hospedado no slide share, por exemplo, mas preferi enviar em *avi e inserir uma música. Espero que gostem!!!

Abs,

Maria Aparecida

Atividade com GCompris



Espero que esta postagem atenda as solicitações da atividade de animação com GCompris, pela falta de tempo não foi possível inserir um vídeo explicativo como no "Camtasia studio", por exemplo. 
Espero que no próximo ano esteja mais disponível para as atividades. 
Abs,

Profª Maria Aparecida

Atividade com HagaQuê


Proposta desta atividade - criar uma história em quadrinho.
Tema: Sustentabilidade

    Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos humanos, educacionais, socioculturais, econômicos e ambientais.
    Nesta ótica, pensar em sustentabilidade é promover boas práticas para que vivamos com saúde e bem estar.
    O mais importante de tudo é nos educar e fazer com que o próximo, o cidadão comum, entenda que tudo que ele faz ou fará tende a gerar um impacto no meio ambiente, seja ele para o bem ou para o mal.
    Desta forma, pensar nas boas ações e praticá-las diariamente visa a sustentabilidade, e nos possibilita uma vida mais saudável e satisfatória, em especial para as gerações futuras.

Obs.: As imagens deste trabalho, pelo tempo corrido, foram retiradas por falta da hospedagem. 

Referências:

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Atividade com Inskcape - Poesia concreta



Concretismo

Contexto
No início dos anos de 1950, quando os poetas concretistas começam a se agrupar em torno da revista Noigrandes, os países da Europa começavam a se recuperar dos horrores da Segunda Guerra Mundial. Iniciava-se um período de reestruturação geográfica, política e econômica que dividiu o mundo em blocos capitalistas, sob a liderança dos Estados Unidos, e comunistas, guiados pela ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Essa divisão, da qual o muro de Berlim foi o maior símbolo, conduziu os rumos das políticas e economias mundiais até o final dos anos de 1980. O medo de novos ataques nucleares alimentou a chamada "guerra fria", que opôs países capitalistas e comunistas ao longo das décadas seguintes.

No Brasil, vivia-se uma época de democratização política e de desenvolvimento econômico, que se tornou intenso durante o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1960), cuja propaganda oficial prometia uma avanço histórico de "cinqüenta anos em cinco". Os Planos de Metas de Juscelino para a modernização do país resultaram em impressionante crescimento industrial, que aumentou os empregos e a renda dos brasileiros. O desenvolvimento, as grandes realizações, como a construção de Brasília, e a estabilidade política contribuíram para criar a atmosfera de otimismo dos chamados "anos dourados".

Características
O Concretismo é o primeiro "produto de exportação" da poesia brasileira, para usar a expressão de Oswald de Andrade (1890 - 1954), pois foi concebido como movimento internacional e surgiu, se não antes, pelo menos ao mesmo tempo em que se manifestava em outros países. O lançamento oficial ocorreu em 1956, com a Exposição Nacional de Arte Concreta, realizada no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Mas desde 1952, quando lançaram a revista Noigrandes, os poetas Décio Pignatari, Haroldo de Campos e Augusto de Campos já refletiam sobre e praticavam a poesia concreta.

Outro representante ferrenho dessa arte foi o escritor Paulo Leminski, que a partir da poesia deu vida a prosa experimental como prova seu livro “Catatau”.


Vale a pena conferir:
Mais próximo da música do que a gente imagina, a poesia concreta também tem som e, nesse caso, um exemplo significativo é a contribuição do multiartista Arnaldo Antunes.
Todas as coisas do mundo não cabem numa ideia. Mas tudo cabe numa palavra”. É de Arnaldo essa ideia e essas palavras que resgatam, da década de 1950, uma poesia de caráter experimental capaz de transcender o seu significado e transformar-se em forma e ritmo para enriquecer seu conceito.
A poesia concreta representa uma influência de muito peso na poesia de Arnaldo Antunes, mas nela o concreto passa pelo crivo do rock, e é em outras palavras uma poesia Interdisciplinar, repleta de signos e significações.

Abaixo você confere o vídeo “Agora” (1993) e outras palavras musicadas e “concretizadas” por ele. Imagem de Amostra do You Tube.




Referências:

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Atividade com CALC - LINUX




Jogo de Damas personalizado – Calc - Linux


Jogo de damas ou simplesmente damas é o nome do jogo de tabuleiro que usa o mesmo tabuleiro que o xadrez. Existe uma versão do jogo, pouco conhecida no Brasil e em Portugal, que usa um tabuleiro de 100 casas (10 por 10).
O jogo de damas pratica-se entre dois parceiros, num tabuleiro quadrado, de 64 casas alternadamente claras e escuras, dispondo de 12 pedras brancas e 12 pretas. O objetivo é capturar ou imobilizar as peças do adversário. O parceiro que o conseguir ganha a partida.
O jogo estimula o raciocínio lógico... mecanismo fundamental para o aprendizado da matemática.
Para jogar em um tabuleiro virtual e testar o seu raciocinio lógico acesse o link abaixo:
http://www.aulavaga.com.br/jogos/raciocinio/dama/ e diverta-se!!!!


Referências:
http://matematicaprofleda.blogspot.com.br/2009/11/raciocinio-logico-jogo-dama-23112009.html

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Projeto: Letramento digital

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Tecnologia Educacional

Projeto
Letramento Digital: desafios e conquistas

O futuro projeto vem de encontro as necessidades que ao processo do ensino e da aprendizagem na educação digital confere.
Neste aspecto a apreensão aos novos saberes são solícitos no cerne da instituição. Pois, a sociedade do conhecimento exige, no mundo globalizado, a conexão rizomática das novas tecnologias no contexto socioeducacional.
O projeto “Letramento Digital” irá contemplar aos educandos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental - UMEF Prof. Luiz Malizeck – Vila Velha – ES, e irá permear os caminhos do letramento e do letramento digital.
Na próxima postagem irei apresentar o caminhar desse projeto... “Caminho, caminhar e caminhante”...
Espero que educandos e educadores desfrutem desse projeto em nossas competências e habilidades no âmbito da educação digital.
Até a próxima postagem!!!

Abraços,

Maria Aparecida
Profª Tecnologia Educacional
Encontro dos professores de "Tecnologia Educacional" - Vila Velha - ES

Referência:

terça-feira, 31 de julho de 2012

A Redação no ENEM 2012


Boas notícias sobre "A Redação no ENEM 2012"!

http://www.inep.gov.br/
O MEC (Ministério da Educação) divulgou nesta segunda-feira o manual de redação do Enem 2012. Há informações interessantes como as competências avaliadas na prova de redação e uma coletânea das melhores redações, as que obtiveram nota máxima (1000 pontos) no ENEM de 2011.Elas são comentadas pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).

A nota da redação terá cinco itens de avaliação: o conhecimento da norma culta padrão da língua escrita; a compreensão da proposta da redação e o uso dos conceitos para desenvolvimento do tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo; a seleção, o relacionamento, a organização e a interpretação de informações em defesa de um ponto de vista; o conhecimento linguístico necessário à construção da argumentação; e por fim, a elaboração da proposta de intervenção para o problema abordado.

Desta maneira, o MEC acredita que irá diminuir o número de reclamações referentes à prova de redação ocorrida nos últimos anos.

Link para você baixar:


Bons estudos!!!

Profª Maria Aparecida

quinta-feira, 21 de junho de 2012


Crônica de uma professora de “Santa Leopoldina”

Há momento na vida do professor que parece singular. Os extremos das emoções são na verdade os reflexos do cotidiano, ora fadigado, ora compensador pela labuta amorosa do ensinar e do aprender. Hoje, consistiu em um daqueles dias que começa com o cansaço e termina com o gostinho de quero mais. Quero mais alguns minutos de aula! Um relato estendido pelos corredores significou a certeza e a aventurada escolha de morar e trabalhar na cidade de Santa Leopoldina.
E assim, faço meu caminhar pela literatura, configurando meu prazer quase que total pela profissão de professora. Esperava encontrar em meus alunos esse encantamento. Infelizmente, é imperceptível o envolvimento dos meus educandos ao falar do poema, ao ler uma crônica do dia ou mesmo questionar a coerência textual de um artigo de opinião.
Entretanto, hoje foi um dia compensador. A presença singular daqueles que fazem a diferença em uma aula, como ouvir de uma aluna, com sorriso nos lábios e a voz transcendendo a mais pura emoção, que a cada dia que passa ela fica encantada por cada crônica lida, e que essa descoberta traz o prazer de ter aulas de português. Sonho de professora que vira realidade.
Em outro momento, ouço atentamente as narrativas de uma memória de família. Estava lá, outra aluna, em uma oficina literária, lendo a lição de casa. Relatos do passado de alguém. O foco narrativo do tempo, das lembranças, possibilitou uma riqueza de detalhes na coerência textual. E, ela narra o amor como personagem principal entre dois amantes separados pela guerra... O final? A espera, a saudade, angústia de quem fica, foram compensados junto à leitura devidamente pontuada, por palavras moderadamente recolhidas na simplicidade e riqueza dos detalhes relatados. Um texto coerente, como uma música suave e límpida para os ouvidos.
A catarse finaliza o dia. A leitura esporádica de alguns poemas de “Vinícius de Moraes” foi solícita para iniciar a última aula e trabalhar com a emoção, com a condição poética que carregamos, mesmo que inconscientemente. Turma sem métrica, sem rima. Poesia não mente, apenas sente e encanta a professora em sua condição única, além da poética, de ser mulher, de ler Vinícius.
Percebo que as palavras são fontes refrescantes dos que saciam o saber. Contudo, o final prometia surpresas. Quem sabe “Vinícius” deu sua graça inspiradora? Os minutos passaram nas horas exaustivas do dia. Conversar com os educandos sobre o conteúdo não só é essencial, mas compensador para a caminhada desse processo do ensino. As conversas entrelaçam no aprendizado e por ele a sabedoria exala a vivencia entre tantas outras comunidades.
A aula estava por acabar, antes um pedido, uma reflexão sobre o “lugar onde vivo”, tema para a próxima crônica, para outro encontro. Foi quando ouvi, antecedendo a rogativa, um sorriso convidativo de mais um relato do dia. Era de um passado recente. A enchente de Santa Leopoldina, esta que se manifesta entre as exaustivas chuvas de verão, e cuja memória o fez relembrar a difícil tarefa de escolher, de locar para outro lugar ou de  ficar ilhado no conjunto de fatos desastrosos e compartilhados pelos vizinhos da solidão. Solidão? Não há solidão. Esta gente que vive em Santa Leopoldina tem sorriso e descontração. Tem histórias. Muitas histórias. Como deixar de ouvi-las? Percebi a emoção desse aluno, tomado pela lembrança da última enchente, e o seu querer, nostálgico, em compartilhar comigo uma experiência entre tantas outras vividas com os seus amigos da rua. “Professora, quando as águas começam a subir ficamos ilhados. Às vezes nos pegam de surpresa, chega rápido, em outras observamos ela aumentar de nível, chegando a nossas casas. Chorar não adianta, então, ajudamos uns aos outros com o que podemos. Subimos nossos móveis e nos recolhemos com a esperança das águas abaixarem. Mas, não deixamos de fazer um churrasco, de colocar o papo em dia, somos amigos dos nossos vizinhos, rimos muito, somos assim, fazemos do trágico a comédia, temos muito humor...”.
Finda a crônica, como mais um dia do meu trabalho de professora.



quarta-feira, 2 de maio de 2012

Literatura Brasileira


Revendo:
As Origens da Literatura Brasileira


O estudo sobre as origens da literatura brasileira deve ser feito levando-se em conta duas vertentes: a histórica e a estética. O ponto de vista histórico orienta no sentido de que a literatura brasileira é uma expressão de cultura gerada no seio da literatura portuguesa. Como até bem pouco tempo eram muito pequenas as diferenças entre a literatura dos dois países, os historiadores acabaram enaltecendo o processo da formação literária brasileira, a partir de uma multiplicidade de coincidências formais e temáticas.
A outra vertente (aquela que salienta a estética como pressuposto para a análise literária brasileira) ressalta as divergências que desde o primeiro instante se acumularam no comportamento (como nativo e colonizado) do homem americano, influindo na composição da obra literária. Em outras palavras, considerando que a situação do colono tinha de resultar numa nova concepção da vida e das relações humanas, com uma visão própria da realidade, a corrente estética valoriza o esforço pelo desenvolvimento das formas literárias no Brasil, em busca de uma expressão própria, tanto quanto possível original
Em resumo: estabelecer a autonomia literária é descobrir os momentos em que as formas e artifícios literários se prestam a fixar a nova visão estética da nova realidade. Assim, a literatura, ao invés de períodos cronológicos, deverá ser dividida, desde o seu nascedouro, de acordo com os estilos correspondentes às suas diversas fases, do Quinhentismo ao Modernismo, até a fase da contemporaneidade.Duas eras - A literatura brasileira tem sua história dividida em duas grandes eras, que acompanham a evolução política e econômica do país: a Era Colonial e a Era Nacional, separadas por um período de transição, que corresponde à emancipação política do Brasil. As eras apresentam subdivisões chamadas escolas literárias ou estilos de época.
A Era Colonial abrange o Quinhentismo (de 1500, ano do descobrimento, a 1601), o Seiscentismo ou Barroco (de 1601 a 1768), o Setecentismo ou Arcadismo (de 1768 a 1808) e o período de Transição (de 1808 a 1836). A Era Nacional, por sua vez, envolve o Romantismo (de 1836 a 1881), o Realismo (de 1881 a 1893), o Simbolismo (de 1893 a 1922) e o Modernismo (de 1922 a 1945). A partir daí, o que está em estudo é a contemporaneidade da literatura brasileira.

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
"Navegar é preciso; viver não é preciso".
Quero para mim o espírito desta frase,
transformada a forma para a casar com o que eu
sou: Viver não é necessário; o que é necessário
é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la
penso.
Só quero torná-la grande, ainda que para isso
tenha de ser o meu corpo e a minha alma a
lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda
que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso. Cada vez mais
ponho na essência anímica do meu sangue o
propósito impessoal de engrandecer a pátria e
contribuir para a evolução da humanidade.
                                         (Fernando Pessoa)

Referências:
CEREJA, William Roberto. THEREZA, Cochar Magalhães. Literatura brasileira: em diálogo com outras literaturas e outras linguagens. 4.ed. reform. São Paulo. Atual. 2009.
SARMENTO, Leila Lauar. Português: Literatura, gramática, produção de texto / Leila Lauar Sarmento, Douglas Tufano. 1ª ed. São Paulo. Ed. Moderna. 2010.

Imagem: http://boxpandora.files.wordpress.com/2011/01/literatura-brasileira.jpg

domingo, 22 de janeiro de 2012

Crônica - O olhar de Verissimo sobre o BBB



Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB  é a pura e suprema banalização do sexo.

Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB  é a realidade em busca do IBOPE.

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB . Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas. 


Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.

Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia. 

Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns). 
Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão. 

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores).

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , ·visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. 

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.



Obs.: Recebi esta crônica por e-mail, e mesmo sendo repassada pela internet a milhões de e-mails, resolvi postar no meu blog não só pela credibilidade deste autor, mas pela crítica construtiva a um conteúdo da mídia... como o disparate programa BBB. 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Intolerância


Indicador implacável da “face oculta”, o gesto espontâneo que irrompe do ser, no trato com os semelhantes, sempre que lhe é possível a autenticidade, denuncia a legítima posição espiritual em que ela se situa. No degrau mais abjeto de seu mundo íntimo, junto aos piores instintos, cultiva o ser a sua intolerância por mãe de todas as mazelas que lhe infelicitam a vida.

Doentia, a intolerância é sempre chaga aberta, não obstante a gaze da dissimulação e a faixa do verniz social.

Na sociedade, têmo-la no pensamento popular quando este salienta a superioridade racial, social e econômica desta ou daquela região do país, em detrimento das demais.

É a intolerância que leva, também, esta sociedade a tentar segregar, disfarçadamente, negros, índios e homossexuais, como formas inferiores de vida, ao tempo que lhe estimula a hipocrisia no preconceito não declarado.

É a intolerância que predispõe pais e filhos ao choque de gerações, que atiça a competição entre os cônjuges, que promove o desmoronamento do lar, que abre brechas à agressão e viabiliza as separações. 

É ainda a intolerância que, dentro de qualquer setor, consolida o orgulho e a vaidade, gera o ciúme e a desconfiança, espalha o melindre e o despeito, faz naufragar projetos e compromissos, destrói tarefas e realizações, que fere, separa e inimiza, porque intolerância, do latim intolerantia, quer dizer intransigência, ou atitude odiosa e agressiva a respeito daqueles de cujo modo de ser divergimos.



Lori MSantos, artigo "Intolerância", publicado na íntegra pelo Jornal Espírita, FEESP